quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O triste papel da TV Globo

Por José Luiz Guimarães*

Nos últimos dias tem circulado na internet uma notícia dando conta de que um clima de caças às bruxas se instalou na redação da Rede Globo de Televisão. Isso teria acontecido por causa do vazamento de uma informação sigilosa, de que membros da alta cúpula da emissora estariam preparando uma campanha para desestabilizar o novo ministro da Defesa, Celso Amorim.

De acordo com vários blogs, entre eles o do competente jornalista Luis Nassif, até os editores e apresentadores do Jornal Nacional, William Bonner e Fátima Bernardes, teriam sido excepcionalmente convocados para trabalhar em um fim de semana – o que teria culminado com a leitura de uma carta de princípios éticos da emissora no Jornal Nacional.

É triste saber que a maior emissora do País planejava – conforme relatos de fontes internas da própria TV – executar um plano de produzir pautas para sustentar a tese de que a escolha de Amorim geraria descontentamento entre os militares, com o simples propósito de criar um cenário de instabilidade institucional para fragilizar a Presidenta Dilma.

Cabe recordar que a TV Globo foi uma das emissoras que mais apoiou o regime militar. Seu dono, o senhor Roberto Marinho, e suas organizações cresceram durante os anos de chumbo no Brasil. Há alguns anos até tentaram fazer um mea culpa após a vitória de Lula, mas parece que não conseguem fugir de sua essência conspiradora e de seu triste passado.

Enquanto esteve à frente das Relações Exteriores, Celso Amorim provou que a política subserviente do ex-presidente FHC estava errada. Com Amorim na diplomacia, o Brasil se afastou da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), aproximou-se do Cone Sul, construiu relações políticas e econômicas com dezenas de países e se tornou respeitado no planeta. Hoje a crise está do outro lado das nossas fronteiras, em locais antes inimagináveis, enquanto grandes transformações estão em curso em nosso território.

Ocorre que a direita e uma boa parcela da velha mídia, que se acostumaram a ver o Brasil de joelhos para os EUA, ainda não conseguem assimilar esse novo papel no cenário internacional. A escolha da de Dilma por Amorim não poderia ter sido melhor. Com sua capacidade e conhecimento do mundo, ele reestruturará nossas Forças Armadas e implantará uma estratégia de Defesa mais independente, necessária para fazer frente aos desafios de um mundo em constante transformação social e ambiental.

Passou da hora da velha mídia também mudar seus alinhamentos ideológicos conservadores. O País não quer mais andar para trás, nem quer mais ser um local para poucos privilegiados.

* José Luiz Guimarães é vereador e líder do Governo na Câmara Municipal

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Política com P Maiúsculo

Por José Luiz Guimarães*



A decisão pelo arquivamento das investigações do Ministério Público Estadual em torno das denúncias feitas em 2010 contra a entidade Água e Vida, o prefeito Sebastião Almeida e sua família traz algumas reflexões sobre a forma com que a política vem sendo feita na nossa cidade. A mando de adversários políticos, os autores da denúncia se utilizaram de um artifício sujo e desleal para denegrir a imagem de Almeida e desonrar seus familiares com acusações sem fundamento e que não se sustentaram diante de uma investigação mais minuciosa.



A ânsia e o desespero de adversários políticos do prefeito levaram a imprensa ao erro, inclusive com o uso dessas notícias para a confecção de boletins e jornais distribuídos em toda a cidade. Sem qualquer certeza sobre as denúncias, e tentativa única de explorar o assunto, esses adversários fizeram política com “p” minúsculo. Isso ocorreu porque eles ainda não assimilaram as transformações promovidas pelo PT e se incomodam, principalmente, porque nunca tiveram um verdadeiro projeto de desenvolvimento para Guarulhos.



Na última década, os governos de Elói Pietá e Sebastião Almeida fizeram obras para todos os segmentos em áreas como Educação, Saneamento Básico, Habitação, Infraestrutura, Transportes, entre outras. Recolocaram o nome de nossa cidade em destaque no cenário nacional, devolvendo aos guarulhenses a autoestima abalada pela série de escândalos do final dos anos 90 que terminou com a cassação do então prefeito e a prisão de vários vereadores.



Ocorre que membros desse grupo político derrotado nas urnas apostavam em um escândalo semelhante contra o governo do PT. Deram com os burros n’água. Ao decidir pelo arquivamento do processo, o Ministério Público não só resgatou a verdade, mas amparou juridicamente o prefeito, que agora pode tomar medidas legais contra seus difamadores na Justiça, amenizando o estrago contra si próprio, seus familiares e amigos.



Acredito que nas próximas eleições alguns ainda insistam na campanha difamatória, caluniosa e apócrifa contra o prefeito - o famoso “vale tudo”. Gostaria muito de estar enganado em relação a isso. Minha única certeza, no entanto, é que os cidadãos estão cada vez mais bem informados e sensíveis, identificando a diferença entre quem tem projeto de governo e quem não tem. Hoje essas pessoas já reconhecem plenamente quem faz Política com “P” maiúsculo em Guarulhos.

* José Luiz Guimarães é vereador e líder do Governo na Câmara Municipal

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Em 2011, até maio, havia cerca de 240 mil jovens contratados como aprendizes no mercado de trabalho brasileiro"

por Secom em 02/08/2011 20:07hs

Presidenta, a internet banda larga a 35 reais será mesmo uma realidade? - Érika de Andrade Vianna, 35 anos, técnica em contabilidade de Fortaleza (CE)

Presidenta Dilma – Sem dúvida, Érika. Em 30 de junho, o governo federal assinou Termos de Compromisso com as empresas de telefonia fixa para a prestação de serviços de internet. Em até 90 dias, elas deverão oferecer internet em alta velocidade por meio de conexões de um megabit por segundo (1 Mbps), a R$ 35,00 por mês (impostos incluídos). As empresas não poderão fazer o que chamamos de "venda casada", que é condicionar esta assinatura de internet à de outros serviços de telecomunicações. E o governo federal vai monitorar a oferta do serviço e o cumprimento do compromisso assinado pelas empresas. A Anatel, que é a agência fiscalizadora da área, vai estabelecer metas de qualidade de conexão, bem como regras de publicidade e transparência. O Ministério das Comunicações prevê que o Plano Nacional de Banda Larga vai trazer outros benefícios aos usuários, pois a competição levará muitas empresas a cobrar menos de R$ 35,00 por mês ou a aumentar a velocidade cobrando o mesmo preço. Estou certa de que conseguiremos aumentar a oferta e diminuir o preço da internet para reduzir ainda mais a desigualdade entre os brasileiros.

A senhora acha que o Minha Casa Minha Vida 2 vai finalmente zerar o déficit habitacional? - Wanda Justino, 39 anos, professora de Salvador (BA)

Presidenta Dilma – Wanda, nós estamos criando as condições para que um dia todos os brasileiros venham a realizar o sonho da casa própria. Durante muito tempo o Brasil não teve política habitacional para as famílias de baixa renda, o que fez com que o problema do acesso à moradia se agravasse. Com a criação, em 2005, do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, começamos a construir alternativas de financiamento para enfrentar o déficit habitacional. E, em 2009, ainda no governo Lula, demos um passo mais decidido, com o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Em sua primeira fase, o programa contratou mais de 1 milhão de moradias, sendo 400 mil destinadas a famílias com renda de até três salários mínimos. Elas receberam os maiores subsídios. Na segunda fase do programa, o MCMV 2, mais 2 milhões de unidades habitacionais serão contratadas e, desta vez, vamos triplicar os beneficiários de renda mais baixa. Será de 1,2 milhão (60%) o número de moradias destinadas às famílias com renda de até R$ 1.600. Somadas as duas fases do Minha Casa Minha Vida, teremos um impacto muito grande na redução do déficit, embora não vá ser totalmente eliminado até 2014. Mas o importante é que o Brasil finalmente abriu os olhos para o problema e implantou uma política habitacional consistente, que precisa ter continuidade para chegarmos à eliminação do déficit habitacional no País.

Menores de 16 anos não podem trabalhar. Existe a lei do menor aprendiz, que favorece apenas um segmento da sociedade, pois abrange a faixa dos 16 aos 24 anos. É possível a revisão de tal lei, propiciando emprego a tantos menores e tantas famílias carentes? - Márcia Jane Garcia, 58 anos, assessora contábil de São Paulo (SP)

Presidenta Dilma – Márcia, de acordo com a Lei da Aprendizagem, o aprendiz deve ter entre 14 e 24 anos. Ou seja, a faixa de 14 a 16 anos já está incluída e sendo atendida. Esta lei é muito importante, porque os jovens contratados como aprendizes têm a oportunidade de combinar a vivência, na prática, de uma profissão com a formação profissional. Isso porque, durante o contrato, eles devem ser matriculados, pelas empresas, em entidades que oferecem cursos de qualificação. E as horas dedicadas às aulas fazem parte da jornada de trabalho. Além do mais, o contrato de aprendizagem, que pode ter duração de até dois anos, oferece todas as proteções trabalhistas: descanso semanal remunerado e feriados, FGTS, férias remuneradas e décimo terceiro salário. Aos jovens de 14 a 18 anos são proibidas atividades perigosas ou insalubres e também atividades práticas que prejudiquem o seu desenvolvimento físico, psicológico e moral. O governo federal tem feito campanhas e parcerias para aumentar a utilização deste tipo de contrato pelas empresas, o que é bom para os dois lados – para o jovem, que tem a oportunidade de aprender uma profissão; e para a empresa, que tem a chance de formar os seus futuros trabalhadores. Em 2011, até maio, havia cerca de 240 mil jovens contratados como aprendizes no mercado de trabalho brasileiro.



A coluna semanal “Conversa com a Presidenta” é o espaço onde a presidenta Dilma Rousseff responde perguntas enviadas por leitores de todo o País.

Mais Informações

Secretaria de Imprensa da Presidência da República

Departamento de Relacionamento com a Mídia Regional

(61) 3411-1370/1601

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Campanha incentiva sociedade a apoiar mães para que amamentem os filhos até os dois anos de idade

No Brasil, 41% das crianças menores de seis meses tem no aleitamento materno alimento exclusivo Começou nesta segunda-feira (1º) a Semana Mundial da Amamentação (SMAM). Durante as atividades da SMAM, que segue até o dia 7, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) vão incentivar o apoio de todos para garantir às mães condições de amamentar os filhos até os dois anos de idade, seguindo recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Apesar do tempo médio do período de aleitamento materno no País ter aumentado um mês e meio, de 1999 a 2008, o Brasil ainda está em um patamar baixo. A OMS considera como ideal que pelo menos 80% das crianças menores de seis meses tenham no aleitamento materno um alimento exclusivo. No Brasil, esse índice é de 41%. Na campanha deste ano, o ministério e a SBP querem conscientizar a sociedade de que, apesar do aleitamento materno ser um ato natural, precisa de apoio de todos. “É de fundamental importância que todos os segmentos da sociedade, mídia, formadores de opinião, familiares e empregadores ajudem às mães na superação dos obstáculos que, muitas vezes, as impedem de continuar amamentando seus filhos”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Semana - A SMAM foi idealizada pela Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba) e tem sido comemorada em 150 países com o propósito de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. Na abertura da SMAM, foi lançado o Guia dos Direitos da Gestante, uma publicação conjunta entre o Ministério da Saúde e a Unicef (Programa das Nações Unidas para a Infância). O guia será uma espécie de instrumento para a capacitação de agentes que terão como função transmitir informações às comunidades sobre os direitos das mães à amamentação. Ações de incentivo ao aleitamento maternoRede Cegonha - Em 28 de março deste ano, o governo federal lançou a Rede Cegonha. É um conjunto de medidas para garantir a todas as brasileiras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado, seguro e humanizado desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê. A rede tem entre suas principais ações o apoio ao aleitamento materno. Rede Amamenta Brasil - Estratégia do Ministério da Saúde de promoção, proteção e apoio à prática do aleitamento materno na Atenção Básica, por meio de revisão e supervisão do processo de trabalho interdisciplinar nas unidades básicas de saúde. Está presente em mais de mil Unidades Básicas de Saúde do País. Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta - Nesta ação, o Ministério da Saúde capacita profissionais para sensibilizar gestores e empregadores a adotarem uma série de medidas de apoio à amamentação da mulher trabalhadora. Entre as medidas, destacam-se a adesão à licença maternidade de seis meses, a implementação de salas de apoio à amamentação nas empresas, o respeito às leis que protegem este ato, entre outras. Hospital Amigo da Criança - Com o apoio das secretarias estaduais e municipais de Saúde, capacita profissionais, realizando as avaliações e estimulando a rede hospitalar para o credenciamento. Em parceria com a Unicef, já conta com 337 hospitais credenciados em todos os estados brasileiros. Ao ser reconhecido com o título, estes estabelecimentos se tornam referência em amamentação. Saiba mais - www.saude.gov.br ou 0800 61 1997
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CUT contra os interesses do Estadão

Por Artur Henrique - Presidente Nacional da CUT


Resposta da Central ao editorial publicado pelo jornal na edição de domingo
O editorial do jornal O Estado de S. Paulo de domingo, dia 31, (A CUT contra o resto) tem inúmeros equívocos. Por desinformação ou má fé, com seu típico ranço coronelialista do século passado, o Estadão, que se proclama democrático e reclama contra a censura, não aprova a participação dos trabalhadores nas discussões sobre as políticas públicas em elaboração dentro do governo.
Para o jornal, os dirigentes cutistas não têm qualificação para exigir alterações em projetos do governo para garantir os direitos dos trabalhadores. É claro que o Estadão ataca de forma mais contundente a CUT, a central mais atuante na defesa da classe trabalhadora. Ataca e não dá à central o direito de resposta – pedido que fizemos antes de publicar este texto, sem sermos atendidos. Essa é a liberdade de expressão que o jornal quer.
Os donos do Estadão não sabem que a defesa de direitos se dá na prática democrática das discussões. A CUT nunca argumentou contra a participação de qualquer outro setor nesta discussão, mas é vítima deste preconceito que ainda hoje persiste como, lamentavelmente, o editorial do jornal escancarou. Eles revelam em seu editorial um país atrasado, retrógrado, que é contra os avanços, a democracia, é contra o desenvolvimento econômico, é contra a distribuição de renda, é contra avanços democráticos, é contra para os trabalhadores.
A primeira frase do editorial fala em um suposto “acesso privilegiado” que a CUT teria tido no governo do presidente Lula. Ora, meus caros Mesquitas, uma mentira escrita várias vezes não se transforma em verdade.
A CUT nunca teve acesso privilegiado no Governo Lula. Até mesmo porque um Governo Democrático e Popular como o de Lula e o de Dilma sabe da importância de ter uma visão republicana, de Estado, com participação de todos os setores sociais. Aliás, a postura de Lula e Dilma é bem diferente da de FHC, PSDB e DEM, que não respeitavam o movimento sindical e ao invés de dialogar, como se espera de um governo democrático, colocavam a polícia para receber dirigentes sindicais em Brasília.
Namoros houve entre aquele governo e uma parcela do movimento sindical, só que para retirar direitos dos trabalhadores – coisa que a CUT e suas entidades filiadas não deixou acontecer, sem temer posicionar-se contra modismos e cantos de sereia neoliberais.
Quanto à afirmação de que a CUT quer participar de todas as decisões importantes do governo, é claro que é verdade. E não é só do Governo Federal. Ao contrário dos donos do Estadão, a CUT tem legitimidade, representatividade e quadros qualificados para discutir e propor alternativas que garantam os direitos dos trabalhadores em qualquer tipo de decisão importante que o governo esteja pensando em tomar. Isso vale para os Estados e Municípios também. Foi assim, desde o nosso nascimento, em 1983, quando participávamos da luta contra a ditadura, contra a carestia e por liberdades democráticas, enquanto alguns veículos de imprensa preferiam apoiar o golpe militar, as torturas etc.
A postura combatente e forte da CUT incomoda alguns donos de jornais, que atuam como correligionários de partidos políticos e apesar de se esconderem atrás da falsa e tão proclamada imparcialidade, escolhem, sim, seus candidatos e se ressentem quando não conseguem elegê-los, como ocorreu nas três últimas eleições presidenciais. São apenas empresários da comunicação, que se interessam somente pelos lucros, como tantos outros, e que, infelizmente, representam o pensamento único das elites e não o da sociedade brasileira.
É por isso que alguns donos de jornal atacam ferozmente àqueles que ousam se contrapor aos seus projetos. Apesar da democratização do país, continuam achando que são os únicos que podem dar palpites sobre todos os assuntos de interesse nacional, na maioria das vezes sem ouvir o outro lado. Numa tentativa infantil de nos enquadrar, chegaram ao cúmulo de afirmar que a 5ª maior Central Sindical do mundo em número de trabalhadores sindicalizados (38,32% de representatividade, segundo o Ministério do Trabalho) não pode se manifestar, exceto sobre o salário dos trabalhadores. Ignoram que a vida dos trabalhadores é muito mais do que salário - é saúde, é educação, é transporte público de qualidade a preços acessíveis, é segurança pública, é alimentação, é aeroporto, porto e ferrovia, é qualidade de vida e papel do Estado.
Seja para confundir seus leitores ou induzi-los a erro, o editorialista do Estadão não teve vergonha sequer de demonstrar ignorância com relação a fatos divulgados por todos os outros jornais, sites e blogs.
No último dia 06 de Julho a CUT promoveu o Dia Nacional de Mobilização, que levou milhares de trabalhadores em todos os Estados do País, as ruas e praças para reivindicar 10% do PIB para educação, alimentos mais baratos para a população e trabalho decente com redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, regulamentacão da Convencão 151 da OIT, igualdade de oportunidades e de salário para homens e mulheres, brancos e negros, fim da terceirização que precariza as condições de trabalho etc.
Não vou ser desrespeitoso como os editorialistas contratados para escrever o que os patrões pensam e nos atacaram. Aliás, estamos à disposição do jornal, se os editores quiserem, de fato, fazer um debate sério conosco a respeito das suas e das nossas posições a respeito das privatizações, dos modelos de concessão para aeroportos, que podem ser prejudiciais a todos os brasileiros se não for alterado, se não contemplar as propostas que estamos fazendo; ou sobre qualquer outro assunto que a equipe do Estadão se sinta preparado para discutir conosco. A verdadeira democracia não se faz sem a participação ativa de sindicatos, da sociedade civil organizada e do diálogo social
Quanto aos aeroportos, os grandes responsáveis pelo chamado CAOS AÉREO são: 1) a Agencia Reguladora que não cumpre com seu papel de fiscalizar as empresas aéreas e cobrar energicamente medidas para melhorar a qualidade do atendimento à população. Aliás, agências que vocês apoiaram porque iam ser elas as responsáveis por regular o setor e defender os usuários - quanta enganação foi dita e escrita naquela época; 2) as empresas aéreas que não contratam trabalhadores em número suficiente para atender uma demanda que cresceu 15,1% nos últimos 12 meses – segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), a demanda global foi de 4,4%. A aviação doméstica brasileira, afirmaram, cresceu 19% nos seus primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2010.
E se o Brasil registrou o maior crescimento do mundo nesse setor, temos consciência de que isto foi fruto da política de valorização do salário mínimo e do aumento da renda dos trabalhadores, da ampliação das políticas públicas e sociais pelas quais tanto lutamos. Todos sabem disso, menos a equipe do Estadão.
Nós defendemos que é preciso, sim, ampliar os investimentos nos aeroportos, construindo mais pistas, mais guichês de companhias aéreas, mais espaços para embarque, mais funcionários públicos da ANVISA, da Polícia Federal e da Receita Federal (que vocês são contra). Mas nós queremos isso em todos os aeroportos do Brasil e não só em três ou quatro lucrativos, que é o que interessa a iniciativa privada. Nós queremos fortalecer e ampliar a aviação regional, possibilitando mais opções aos usuários. E não somos contra a entrada do capital privado para investir no setor. O QUE NÓS SOMOS CONTRA É O ESTADO PERDER TOTALMENTE O CONTROLE PASSANDO A FICAR COM APENAS 49% DAS ACÕES DA INFRAERO AINDA MAIS QUANDO TODOS SABEMOS QUE QUEM VAI FINANCIAR ESSA MAMATA AO CAPITAL PRIVADO É A SOCIEDADE BRASILEIRA, ATRAVÉS DO BNDES.